Os ovos e o vôo da galinha
A campanha de Lula descobriu a galinha dos ovos de ouro: lembrar as privatizações de FHC para entornar o caldo para cima de Alckmin. Estratégia que está dando certo e revela as más recordações do brasileiro em relação ao presidente que vendeu boa parte do patrimônio do País e até hoje (mais de um mandato depois) não explicou onde está o dinheiro.Mas o telhado de Lula não é nada reforçado para jogar pedras no modelo econômico do vizinho. Primeiro, porque seu governo seguiu as regras monetárias do tucano: os juros altos e a glória para os banqueiros. Para se ter uma idéia, só no ano passado foi mais de cem bilhões de reais para o bolso dos especuladores da moeda alheia. Dinheiro que poderia ir para mais bolsa família, mais saúde, mais educação, mais geração de emprego.
Está certo que o modelo privatista de FHC mudou com o governo atual. Um exemplo próximo de nós é o fato de a termelétrica Carioba 2 não ter sido viabilizada aqui em Americana. Claro que contou muito a resistência da cidade em relação à bomba que se instalaria por aqui. Mas também contou a inviabilidade de se investir na usina quando o novo governo voltou os olhos para o potencial hídrico em vez de lotear o País com térmicas movidas a capital estrangeiro (como queria FHC, utilizando como pretexto o terrorismo do apagão, lembremos).
Lula pode criticar as privatizações, mas, antes disso, precisa nos explicar porque, a despeito de melhores indicadores, ainda patinamos no modelo recessivo. Mais que a galinha dos ovos de ouro, precisamos, sim, é ir além do vôo da referida ave.
(Imagem SXC)


2 Comments:
Infelizmente todo o idealismos e promessas de "mudanças radicais" acabam perdendo força a partir do momento que o presidente entra no Palácio.
Resumidamente, por mais que se tenha vontade e modificar, acabam deparando por um sistema já pronto e "intocável" - fruto do histórico do país, de toda sua colonização e governos incompetentes que pioraram essa situação.
Assim, o presidente se vê de mãos atadas, sem grandes possibilidades de modificações, restando providências leves, simplistas e sem grandes efeitos.
Enfim, milagres acontecem, mas cabem apenas aos santos e entidades espirituais...
Infelizmente todo o idealismos e promessas de "mudanças radicais" acabam perdendo força a partir do momento que o presidente entra no Palácio.
Resumidamente, por mais que se tenha vontade e modificar, acabam deparando por um sistema já pronto e "intocável" - fruto do histórico do país, de toda sua colonização e governos incompetentes que pioraram essa situação.
Assim, o presidente se vê de mãos atadas, sem grandes possibilidades de modificações, restando providências leves, simplistas e sem grandes efeitos.
Enfim, milagres acontecem, mas cabem apenas aos santos e entidades espirituais...
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