Do grito à m...

Nascia um país com a Independência! O grito do Ipiranga e o Brasil dito livre de Portugal, estranhamente graças ao filho da Coroa Portuguesa.
Depois, a República. O dito governo do povo, que até agora de povo teve muito pouco. Muito pouco.
Vieram ditaduras, a última delas com 20 anos de trevas. Tantos sacrificaram a própria vida enfrentando os homens de farda, pela liberdade, pela Independência, pela República, pelo Brasil.
A democracia voltou, mas veio Collor e seus esquemas. Veio Fernando Henrique, a privatização do patrimônio brasileiro cujos dividendos ninguém sabe, ninguém viu e o mensalão da reeleição.
Por fim, veio Lula, enfim o dito governo do povo para o povo. Longe disso. Mais mensalão, sanguessugas e a triste explicação: todos são iguais, todos botam a mão na m... para governar.
Afinal, que dia é hoje, o que fizemos, o que temos de fazer e que m... país é este?


8 Comments:
É mais um feriado sem sentido e muito bem aproveitado. Vale dizer que o filho da coroa de Portugal foi responsável pela unidade do terrítório brasileiro, quando o Império quis nos dividir em reininhos como o resto da América Latina. Pelo menos pos isso devemos ficar gratos. (Os separatistas não precisam ser gratos)
Marcos,
A luta por um país decente só estará perdida quando pessoas inteligentes e formadores de opinião como voce perderem a capacidade de se indignar. Por que voce não expõe de forma mais clara a estreita relação entre o Lula, o PT e os bandidos que estão saqueando o Brasil? Se não gosta do PSDB eu até entendo, vivemos em uma democracia, mas existem outros candidatos que poderiam ser beneficiados se o povo, sobretudo o mais humilde, soubesse com clareza que ao votar no Lula estará automáticamente colocando de volta no poder toda sua quadrilha e dessa vez com a certeza absoluta da impunidade.
Marcos,
Lí seu comentário abaixo onde diz ser um deboche o Alckmin falar sobre redução de impostos enquanto constrói pedágios. Estranho seu comentário porque a cidade de Americana foi uma das mais beneficiadas pela redução de impostos no setor têxtil. Com relação aos pedágios, eu gostaria de saber o que voce faria para resolver o problema, por exemplo, da Anhanguera no trecho Campinas-Ribeirão Preto? Para quem não se lembra ou não tem idade para saber, era simplesmente uma aventura fazer esse trecho há 15 anos. Como voce resolveria esse problema sem privatizar a estrada? Gostaria muito de saber.
Carlos
Caro Carlos, primeiro obrigado pelos comentários que levantam o debate e isso é muito bom.
Só gostaria de lembrar que muitas críticas ao governo Lula e todo o lodaçal que se formou à sua volta estão neste meu texto e em muitos outros no blog, no jornal ou na rádio.
Para ficar registrado, não tenho nada contra o PSDB. Apenas não concordo com algumas críticas hipócritas da oposição, que tentam vender a idéia de que a corrupção foi inventada agora, o que não é verdade. O governo FHC ainda não explicou onde está o dinheiro das privatizações nem sobre a compra de deputados para aprovarem a sua própria reeleição. São denúncias graves, da mesma forma como é grave a lama em que se atolou o governo Lula, num grande estelionato diante da esperança dos eleitores que votaram por mudanças.
Sobre os pedágios, concordo que graças a eles foi possível imprimir uma qualidade de primeiro mundo às estradas paulistas. Mas, o modelo é injusto. Já pagamos outros impostos para manter estradas e o pedágio é mais um tributo que nos come o poder aquisitivo e contribui ainda mais para a desigualdade. Em países da Europa, por exemplo, existem estradas excelentes pedagiadas, mas há a opção de estradas menos aparelhadas porém boas de se trafegar, e sem pedágio. Vejo como um escárnio o fato de ser mais barato cortar o Estado de São Paulo de avião que de carro.
Por fim, lamentavelmente, acho tanto o PSDB quanto o PT muito parecidos e o nível de ambos está abaixo do que o País precisa. Na minha modesta opinião, claro.
Um grande abraço e continue deixando suas opiniões, enriquecendo o debate no blog!
De acordo com a teoria, os tributos são necessários para sustentar o Estado que por sua vez deve garantir à sociedade a satisfação de suas necessidades básicas. Se assim fosse, então deveríamos contribuir com satisfação,porém o que vemos é uma carga tributária pesada tanto para os contribuintes pessoas físicas como jurídicas. É pesada porque é cara e complexo demais para as empresas "darem conta" de tanto controle burocrático,são mais de setenta tributos que até os especialistas se confundem.
Para o trabalhador chega a ser insuportável o que se paga de Imposto de Renda mensalmente ou no ajuste anual através da declaração.
Então ficamos assim: como é pesada sonega-se muito,aumenta a informalidade que prejudicam a todos, fazendo aumentar a carga tributária e ainda assim não se conseguem verbas para os serviços públicos básicos.
A sonegação e a informalidade levam à queda da arrecadação que por sua vez dá origem a um mecanismo de criação de novas taxas para fomentar certos setores cuja receita não atingem o objetivo para o qual foram criadas e assim vamos seguindo e isso tudo sem falar nos esquemas armados apenas para "proveito próprio" em prejuízo da sociedade daqueles que moralmente têm a obrigação de honrar o compromisso que assumiram quando em campanha, humildemente nos pedem uma oportunidade para provarem que desta vez tudo mudará.
Nossa independência política só existe nos livros de história! São 506 anos como colônia, só mudou mesmo a "metrópole". Sobre os nossos últimos governos, mesmo com tanta lamaceira, ainda fico com o PT, afinal não vendeu o nosso país por quirela numa postura entreguista. Afinal, a coligação PSDB/PFL é o maior câncer do Brasil. Antes de qualquer conclusão precipitada, afirmo que não tenho nenhuma ligação política com qualquer partido que seja.
Marcos,
Você tem toda razão em criticar esse embuste chamado "choque de gestão" do Alckmin.
De bom administrador ele não tem nada. É só acompanhar alguns indicadores do Estado de São Paulo, como por exemplo o aproveitamento dos alunos da rede pública nos testes oficiais.
Basta andar por estradas ainda a cargo do Estado para verificar o nível da boa gestão.
Os governos do PSDB se aproveitarem de algo interessante. Como os governos anteriores do PSDB foram péssimos, um governo ruim que vem depois passa a impressão de ser bom.
Um abraço
Cometi um erro de digitação. Quis dizer governos anteriores do PMDB.
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