7.9.06

Do grito à m...


Nascia um país com a Independência! O grito do Ipiranga e o Brasil dito livre de Portugal, estranhamente graças ao filho da Coroa Portuguesa.

Depois, a República. O dito governo do povo, que até agora de povo teve muito pouco. Muito pouco.

Vieram ditaduras, a última delas com 20 anos de trevas. Tantos sacrificaram a própria vida enfrentando os homens de farda, pela liberdade, pela Independência, pela República, pelo Brasil.

A democracia voltou, mas veio Collor e seus esquemas. Veio Fernando Henrique, a privatização do patrimônio brasileiro cujos dividendos ninguém sabe, ninguém viu e o mensalão da reeleição.

Por fim, veio Lula, enfim o dito governo do povo para o povo. Longe disso. Mais mensalão, sanguessugas e a triste explicação: todos são iguais, todos botam a mão na m... para governar.

Afinal, que dia é hoje, o que fizemos, o que temos de fazer e que m... país é este?

8 Comments:

Dalton said...

É mais um feriado sem sentido e muito bem aproveitado. Vale dizer que o filho da coroa de Portugal foi responsável pela unidade do terrítório brasileiro, quando o Império quis nos dividir em reininhos como o resto da América Latina. Pelo menos pos isso devemos ficar gratos. (Os separatistas não precisam ser gratos)

2:00 PM  
Carlos Schaefer said...

Marcos,

A luta por um país decente só estará perdida quando pessoas inteligentes e formadores de opinião como voce perderem a capacidade de se indignar. Por que voce não expõe de forma mais clara a estreita relação entre o Lula, o PT e os bandidos que estão saqueando o Brasil? Se não gosta do PSDB eu até entendo, vivemos em uma democracia, mas existem outros candidatos que poderiam ser beneficiados se o povo, sobretudo o mais humilde, soubesse com clareza que ao votar no Lula estará automáticamente colocando de volta no poder toda sua quadrilha e dessa vez com a certeza absoluta da impunidade.

2:04 PM  
Carlos Schaefer said...

Marcos,

Lí seu comentário abaixo onde diz ser um deboche o Alckmin falar sobre redução de impostos enquanto constrói pedágios. Estranho seu comentário porque a cidade de Americana foi uma das mais beneficiadas pela redução de impostos no setor têxtil. Com relação aos pedágios, eu gostaria de saber o que voce faria para resolver o problema, por exemplo, da Anhanguera no trecho Campinas-Ribeirão Preto? Para quem não se lembra ou não tem idade para saber, era simplesmente uma aventura fazer esse trecho há 15 anos. Como voce resolveria esse problema sem privatizar a estrada? Gostaria muito de saber.

Carlos

2:11 PM  
Marcos Brogna said...

Caro Carlos, primeiro obrigado pelos comentários que levantam o debate e isso é muito bom.
Só gostaria de lembrar que muitas críticas ao governo Lula e todo o lodaçal que se formou à sua volta estão neste meu texto e em muitos outros no blog, no jornal ou na rádio.
Para ficar registrado, não tenho nada contra o PSDB. Apenas não concordo com algumas críticas hipócritas da oposição, que tentam vender a idéia de que a corrupção foi inventada agora, o que não é verdade. O governo FHC ainda não explicou onde está o dinheiro das privatizações nem sobre a compra de deputados para aprovarem a sua própria reeleição. São denúncias graves, da mesma forma como é grave a lama em que se atolou o governo Lula, num grande estelionato diante da esperança dos eleitores que votaram por mudanças.
Sobre os pedágios, concordo que graças a eles foi possível imprimir uma qualidade de primeiro mundo às estradas paulistas. Mas, o modelo é injusto. Já pagamos outros impostos para manter estradas e o pedágio é mais um tributo que nos come o poder aquisitivo e contribui ainda mais para a desigualdade. Em países da Europa, por exemplo, existem estradas excelentes pedagiadas, mas há a opção de estradas menos aparelhadas porém boas de se trafegar, e sem pedágio. Vejo como um escárnio o fato de ser mais barato cortar o Estado de São Paulo de avião que de carro.
Por fim, lamentavelmente, acho tanto o PSDB quanto o PT muito parecidos e o nível de ambos está abaixo do que o País precisa. Na minha modesta opinião, claro.
Um grande abraço e continue deixando suas opiniões, enriquecendo o debate no blog!

3:03 PM  
Cleusa L.Degrossoli said...

De acordo com a teoria, os tributos são necessários para sustentar o Estado que por sua vez deve garantir à sociedade a satisfação de suas necessidades básicas. Se assim fosse, então deveríamos contribuir com satisfação,porém o que vemos é uma carga tributária pesada tanto para os contribuintes pessoas físicas como jurídicas. É pesada porque é cara e complexo demais para as empresas "darem conta" de tanto controle burocrático,são mais de setenta tributos que até os especialistas se confundem.
Para o trabalhador chega a ser insuportável o que se paga de Imposto de Renda mensalmente ou no ajuste anual através da declaração.
Então ficamos assim: como é pesada sonega-se muito,aumenta a informalidade que prejudicam a todos, fazendo aumentar a carga tributária e ainda assim não se conseguem verbas para os serviços públicos básicos.
A sonegação e a informalidade levam à queda da arrecadação que por sua vez dá origem a um mecanismo de criação de novas taxas para fomentar certos setores cuja receita não atingem o objetivo para o qual foram criadas e assim vamos seguindo e isso tudo sem falar nos esquemas armados apenas para "proveito próprio" em prejuízo da sociedade daqueles que moralmente têm a obrigação de honrar o compromisso que assumiram quando em campanha, humildemente nos pedem uma oportunidade para provarem que desta vez tudo mudará.

10:14 AM  
Denitcho said...

Nossa independência política só existe nos livros de história! São 506 anos como colônia, só mudou mesmo a "metrópole". Sobre os nossos últimos governos, mesmo com tanta lamaceira, ainda fico com o PT, afinal não vendeu o nosso país por quirela numa postura entreguista. Afinal, a coligação PSDB/PFL é o maior câncer do Brasil. Antes de qualquer conclusão precipitada, afirmo que não tenho nenhuma ligação política com qualquer partido que seja.

4:46 PM  
Luiz Carlos Porto said...

Marcos,
Você tem toda razão em criticar esse embuste chamado "choque de gestão" do Alckmin.
De bom administrador ele não tem nada. É só acompanhar alguns indicadores do Estado de São Paulo, como por exemplo o aproveitamento dos alunos da rede pública nos testes oficiais.
Basta andar por estradas ainda a cargo do Estado para verificar o nível da boa gestão.
Os governos do PSDB se aproveitarem de algo interessante. Como os governos anteriores do PSDB foram péssimos, um governo ruim que vem depois passa a impressão de ser bom.
Um abraço

8:17 AM  
Luiz Carlos Porto said...

Cometi um erro de digitação. Quis dizer governos anteriores do PMDB.

7:41 AM  

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