Vegetarianismo
Na última sexta-feira, a rádio VOCÊ (AM-580) fez um programa sobre o vegetarianismo e ouviu, além de vegetarianos, uma nutricionista que orientou sobre essa opção de vida, totalmente possível de se ter, mas que ainda gera muita polêmica. Nascemos numa sociedade carnívora, o Brasil é um enorme produtor de carne bovina, suína ou de aves e nadar contra essa corrente sempre levanta preconceitos e discussões acaloradas.
Mas, há muitos argumentos pró-vegetarianismo. Começando pela qualidade de vida, tanto na questão da saúde (há vantagens para o organismo privado da digestão da carne) quanto na própria alimentação. Hoje, é possível ter uma dieta vegetariana saborosa e que não deve nada para a dieta carnívora, desde que se tenha criatividade em explorar o sabor dos vegetais.
Há ainda o forte argumento ambiental. Um exemplo está no site "almavegeriana". Diz-se ali que "Mais de 260 milhões de acres da floresta americana têm sido destruídos para plantar alimentos para vacas, porcos e outros animais de abate. As florestas tropicais também têm sido destruídas para criar pasto para gado: 17m2 de floresta são destruídos para produzir apenas 120g de hambúrguer. Você sabia que um vegetariano salva um acre de árvores todo ano?”.
Ou seja, se as terras agricultáveis fossem usados apenas para plantar alimentos para os humanos em vez das pastagens, haveria muito mais produção e se resolveria até o problema da fome. Além disso, o consumo de água (um bem cada vez mais escasso) é muito maior na produção da carne para alimento do que do vegetal.
Mas, claro que há argumentos pró-carne e são velhos conhecidos da sociedade. Vamos, portanto, levantar o debate neste blog para também abastecer uma matéria completa no caderno Saúde do LIBERAL da próxima quarta. Aqui, o espaço está aberto para a sua opinião, tanto a favor quanto contra o vegetarianismo.
NÃO COMO CARNE PORQUE _____________________________
COMO CARNE PORQUE___________________________________
Abaixo, você pode deixar seu comentário. Peço que se identifique com nome completo.
Mas, há muitos argumentos pró-vegetarianismo. Começando pela qualidade de vida, tanto na questão da saúde (há vantagens para o organismo privado da digestão da carne) quanto na própria alimentação. Hoje, é possível ter uma dieta vegetariana saborosa e que não deve nada para a dieta carnívora, desde que se tenha criatividade em explorar o sabor dos vegetais.
Há ainda o forte argumento ambiental. Um exemplo está no site "almavegeriana". Diz-se ali que "Mais de 260 milhões de acres da floresta americana têm sido destruídos para plantar alimentos para vacas, porcos e outros animais de abate. As florestas tropicais também têm sido destruídas para criar pasto para gado: 17m2 de floresta são destruídos para produzir apenas 120g de hambúrguer. Você sabia que um vegetariano salva um acre de árvores todo ano?”.
Ou seja, se as terras agricultáveis fossem usados apenas para plantar alimentos para os humanos em vez das pastagens, haveria muito mais produção e se resolveria até o problema da fome. Além disso, o consumo de água (um bem cada vez mais escasso) é muito maior na produção da carne para alimento do que do vegetal.
Mas, claro que há argumentos pró-carne e são velhos conhecidos da sociedade. Vamos, portanto, levantar o debate neste blog para também abastecer uma matéria completa no caderno Saúde do LIBERAL da próxima quarta. Aqui, o espaço está aberto para a sua opinião, tanto a favor quanto contra o vegetarianismo.
NÃO COMO CARNE PORQUE _____________________________
COMO CARNE PORQUE___________________________________
Abaixo, você pode deixar seu comentário. Peço que se identifique com nome completo.


8 Comments:
Existe 3 fortes razoes que me levaram a me tornar vegano (vegetariano puro), Ética, Saúde e questão Ambiental.
A questão ética envolve minha religiosidade sou budhista e principalmente, pois não concordo com a exploração, sofrimento e morte de animais.
Eu procuro não consumir nada que provenha de origem animal, não consumindo carne brancas e vermelhas, ovos, leite e seus derivados, mel, frutos do mar, lã, couro e produtos testados em animais.
Também não freqüento rodeios, zoológicos, e circos que utilizam animais onde por meio de sofrimento e exploração os animais são confinados.
O impacto ambiental também me fez refletir muito, pois consumimos grandes quantidades de água, grãos, pesticidas e drogas para produção de alimento de origem animal.
Hoje no Brasil são necessários em média 2 (dois mil) litros de água para produzir cada kg de soja. Por outro lado, para produzir cada kg de carne bovina são necessários cerca de 43.000 (quarenta e três mil) litros de água, nesse calculo entram não só a água que os animais bebem, cerca de 50 litros por dia, mas também a água utilizadas na produção de seu alimento, penso comigo que hoje podemos viver sem carne mais sem água impossível.
Os grãos são utilizados de forma mais eficiente quando consumimos diretamente por seres humanos e não quando serve de ração para gado e só depois esse boi serve de alimento para seres humanos.
A FOME SÓ EXISTE PORQUE CERCA 25% DOS GRÃOS CULTIVADOS NO MUNDO SÃO UTILIZADOS NA ALIEMNTAÇÃO DO GADO.
Não há déficit na produção, pelo contrario, são produzidos cerca de 1.5 quadrilhões de calorias a mais do que seria necessário para sustentar nossa população.
Caso o vegetarianismo fosse uma situação generalizada dentro de nossa espécie, seriam necessárias menos áreas de cultivo para sustentar nossa população e áreas naturais jamais precisariam ser tocadas e desta forma haveria uma maior preservação ambiental.
Eu deixei por ultimo a Saúde, pois hoje a carne está ligada diretamente com diversas doenças: câncer, problemas cardíacos, colesterol, obesidade tornando assim mais que viável sermos VEGETARIANOS.
GO VEGAN!!!
Não sou vegetariano, porém respeito muito a opção dos que seguem essa dieta.
Não não posso aceitar simplificações absurdas como essa que diz que "a fome só existe porque cerca de 25% dos grãos são utilizados na alimentação do gado". É óbvio que a criação de gado tem grande impacto ambiental, porém a questão da fome no mundo é muito complexa para ser tratada apenas pelo lado da disponibilidade de grãos. Isso não tem qualquer base científica.
Sou vegetariana e concordo com o comentário do Jorge Luis Cardia.
Pois o vegetarianismo é muito importante, tanto para a proteção dos animais quanto para a proteção do meio ambiente e também para a nossa saúde.
Pelo contrario do que o Luis Carlos Porto disse existem vários estudos comprovando que se as pessoas se tornassem vegetarianas acabaria com a fome. Pois grãos são produzidos em massa para alimentar gado, pode ser simples a fundamentação, mas contra números não cabe argumentação.
Plantamos os grãos, transformando em ração para alimentarmos o gado, para depois comermos a carne do gado, para obtermos os nutrientes que ele obteve dos grãos.
Podemos utilizar esses grãos para alimentar nossa população, como foi colocado, 25% dos grãos cultivados no mundo são utilizados na alimentação do gado.
Acredito que não seja um absurdo e sim um caso a ser pensado.
Abraço
Gislaine Freitas
Oi Gislaine
Não estou falando mal do vegetarianismo. Quem sou eu para falar mal de algo que é saudável e valioso.
Eu só estou dizendo que o fato de sobrarem grãos não quer dizer que esse alimento chegará na boca dos famintos. Isso é muito complexo. Da maneira como vocês colocam parace muito simples.
Eu me lembro de quando a Revolução Agrícola começou. Na época se dizia que o aumento da produção de grãos acabaria com a fome no mundo. A produção aumentou muito mais do que o aumento da população e a fome continua. É muito mais complexo do que vocês imaginam.
Bem Luiz Carlos me mostre por que não seriam transferidos os grãos para seres humanos famintos caso eles não fossem alimento de gado, onde esta a tal complexidade que vc tanto comenta?
Será que é mais lucrativo ter pessoas morrendo de fome e alimentar menos pessoas com carne? Afinal essas pessoas que passam fome não tem $ pra comprar carne, portanto está a margem descriminada da sociedade.
Ou você acredita na piada do fome zero?
Onde esta errado pensar com dados e números da Worldwatch Institute que só depende distribuir de maneira correta os grãos?
Sabemos que ninguém vai parar de consumir carne de um dia para outro, mas que existe a possibilidade e principalmente fundamentada isso você não pode negar por mais utopia que seja.
Como vc deve conhecer a maior parte do gado brasileiro é criada pelo sistema extensivo, onde os animais permanecem soltos no campo, ocupando vastas áreas. Neste sistema, considerado pouco produtivo, cada cabeça de gado necessita de um hectare (10.000 m²) de terra para engordar. O Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo (mais de 200 milhões de cabeças), que necessita de uma área de pastagem de, no mínimo, 2 milhões de km² para ser sustentado. Esta área equivale a um quarto do território nacional. Estas pastagens eram anteriormente áreas naturais como cerrados, florestas tropicais, entre outros.
Infelizmente o preço da destruição hídrica e o comprometimento da biodiversidade contaminando o solo, água e o ar não está embutido no preço da carne, pois se isso estivesse, a carne seria inviável.
Existiu sim a revolução agrícola só não esclareceram que o aumento da produção seria destinado para pecuária, para vc ter uma idéia a quantidade de milho cultivado no Brasil consumido pelos animais de criação é de 90% .
É fácil dizer que algo é errado e complexo de mais, mas não li uma alternativa ou dados seu comprovando o contrario, por favor argumente com fundamento.
Um abraço
Oi Jorge
Tenho uma certa experiência na área ambiental para saber que seus argumentos quanto ao impacto ambiental da pecuária e quanto a não internalização dos custos ambientais e sociais dessa atividade estão corretos. Não é esse o ponto. O que digo é que o fato de sobrarem grãos não significaria que esses grãos chegariam aos mais necessitados. E as forças de mercado? E a logística? Como o mercado reagiria a um excesso de grãos? Ou você acredita no ideal comunista de que o Estado tudo pode?
Sobre o impacto ambiental da pecuária dados ainda mais criteriosos são da Union of Concerned Scientists (www.ucsusa.org). Mais criteriosos e impactantes até do que os do WWI.
Um abraço e parabéns pela luta a favor do ambiente. Se possível, visite nosso blog www.gaad.blig.com.br, o primeiro blog do Brasil sobre gestão ambiental empresarial.
Olá Luis
Gostaria de receber mais materiais sobre impactos ambientais.
xcardiax@vegansxe.zzn.com
Abração
concordo com o luiz carlos, o fato de sobrarem grãos no mercado podem até piorar a situação da fome no mundo. O mercado capitalista está baseado na oferta e demanda, se a demanda cai o preço baixa, as produtoras lucram menos, milhões de pessoas deixam de ter o seu trabalho ( pois da produção até a distribuição e venda dos grãos existe um grande processo logístico que envolve milhões de pessoas ), o mercado fica completamente instável e o que é feito então? Queima-se lotes e lotes, além de diminuir-se a produção para que possa se equilibrar a balança comercial. Como foi dito antes, é uma questão muito mais complexa do que parar de alimentar uma vaca e dar comida aos pobres, é ingenuidade acreditar que o capitalismo é simples assim.
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