10.7.06

Que feio, Zizou


Até nos minutos finais de uma Copa marcada pelo fiasco do "dream team" pentacampeão, Zizou vinha brilhando. Acendeu sua estrela justamente contra a seleção amarela. Era o craque que surpreendia, cuja aposentadoria anunciada até os adversários diziam ser uma pena .

A Copa tinha uma letra: Z, de Zinedine Zidane, que se desmanchou minutos antes de as cortinas se fecharem. E, em vez do aplauso que todos esperavam, vaias, muitas vaias a Zizou. Tudo por uma cabeçada maldosa no jogador adversário, jogo baixo, coisa feia, agressão que não cabe no currículo de um mestre da bola, mesmo que insultado verbalmente.

Uma ironia e tanto ao lembrarmos o que o colega de seleção de Zidane, Thierry Henry, havia dito à imprensa, às vésperas do jogo contra o Brasil: que os tupiniquins são superiores no futebol porque não vão à escola e têm mais tempo para aprender a jogar, ao contrário dos franceses, que precisam estudar.

Infelizmente, há muitos garotos que não têm chance de uma carteira nas escolas do Brasil. Outros tantos até têm, mas a qualidade do ensino público não garante muito futuro. Já na França, é diferente. Segunda potência européia, país civilizado, que fez a revolução mais brilhante a que o planeta já assistiu. Nesse ponto, Henry está certo, apesar da indelicadeza da afirmação totalmente desnecessária.

Mas Zizou mostrou que não basta educação aos humanos quando o instinto selvagem vem à flor-da-pele e os bípedes "racionais" se mostram, independente da cultura ou do tempo em salas de aula, seres perigosos, traiçoeiros, surpreendentes. Mesmo com tanta educação no currículo.

3 Comments:

Anonymous said...

Concordo plenamente com o jornalista Marcos Brogna, e quem disse que brasileiro não é educado!

8:07 PM  
João said...

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10:46 AM  
João said...

INFELIZMENTE, não consigo discordar do Thierry Henry. Ele, do alto de seu preconceito, fez uma análise simples e crua do Brasil.

Não há motivos para se ofender ou classificar a declaração de indelicada: ele não mentiu. Melhor se tomassem medidas imediatas para remediá-la do que todo esse inconformismo.

Obviamente, nada justifica a brutalidade física de Zizou; certamente não faltou-lhe educação em colégios em toda sua vida, certamente, ficou devendo em paciência naquele momento. No final, nada que apague seu brilho.

10:54 AM  

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