Esperada revanche
Parreira não quer falar nisso, mas a palavra vai ganhando espaço: uma revanche. O Brasil enfrenta a França no próximo sábado ainda com o gosto amargo da final da Copa de 98, quando o time do craque Zidane acabou com a festa verde-amarela.E foi justamente Zidane, o craque francês eleito por três vezes o melhor jogador do mundo, que brilhou ontem contra a Espanha, fechando a partida com um golaço após a virada francesa sobre a “fúria”, vencendo por 3 a 1.
O Brasil também fez 3 contra Gana, na vitória por 3 a 0, mas mostrou um futebol inferior ao apresentado contra o Japão, enquanto a França apresentou uma ascensão impressionante após quase derrapar já na primeira fase.
O time que Parreira escalou ontem, o mesmo do primeiro jogo da Copa, mostrou os mesmos defeitos. Futebol sem brilho, um burocrático toque de bola no campo de defesa e um sufoco que só não foi pior porque os jogadores de Gana finalizavam com muitos chutões para o alto. No finalzinho, com os reservas, o Brasil evoluiu, mas já com o adversário arrasado.
Quando Brasil e França pisarem o gramado de Frankurt no próximo sábado, não haverá como “passar batido” pela lembrança daquela tarde de domingo, 12 de julho de 1998, quando todos os mistérios pairavam sobre Ronaldo, fora do jogo –e fora da lógica do torcedor, que o queria correndo e fazendo gols.
O “gordo” que começou criticado nesta Copa e já calou muitos críticos que o queriam fora do time poderá também, após oito anos, calar a França. É o que o Brasil inteiro quer. Revanche, portanto. Uma esperada revanche.


2 Comments:
A historia vai se repetindo. Na escalação, na situação, na forma.
O Brasil pode até ganhar a Copa, mas eu me recuso a fazer a mesma coisa que a imprensa sempre faz: engolir as críticas
haja o que houver, Ronaldo nao estava emforma pra ser convocado (o que nao poe em discussao seu talento. isso é fato) e a reserva está melhor que os titulares
Precisa-se aprender por aí que nem tudo que dá certo está certo.
Devemos nos atentar que há uma grande diferença entre jogar bem e jogar bonito. O time do Brasil não faz nem uma coisa e nem outra. Joga pro gasto. Aliás, como diz o Parreira, dar show é vencer. Pensamento no mínimo medíocre para um país que tem os melhores jogadores do mundo.
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