27.6.06

Bagaços

A mão destruidora do homem consegue esmagar o planeta como uma frágil laranja, da qual cada vez mais vai sobrando o bagaço. O bagaço da vida, o bagaço da esperança, o bagaço da existência e da coexistência.

Hoje, as maiores vítimas são animais indefesos diante da “inteligência” humana. Amanhã, seremos nós mesmos a pagar certamente com nossas vidas pela ganância arrogante típica da humanidade.

E não se entenda por amanhã um tempo muito longe. Os bagaços já estão evidentes. Quem duvida que respire fundo para sentir o bagaço que vai sobrando do nosso ar; que vá até o rio ou ribeirão mais próximo para ver o bagaço que sobra dos mananciais; que olhe à sua volta para constatar o bagaço que resta do nosso planeta, tomado pelo comportamento consumista, individualista, materialista.

Com grandes destruidores como George Walker Bush (eleito pela indústria do petróleo e das bombas) ou com os menores deles, como alguém que jogou uma “bituca” de cigarro num mato seco, o mundo arde em direção às cinzas.

E, a cada ação de monstros como Bush ou de anônimos “inconscientes”, queima-se a esperança, queima-se a vida, vence o bagaço. O bagaço que não está apenas no que se vê, mas no íntimo coletivo de uma raça predadora que acabará presa de si própria.