26.5.06

Sem pedágios, presídios explodem

Já passa de mil o número de presos no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Americana, revela matéria publicada no jornal O LIBERAL.
Mais de mil num espaço onde cabem cerca de 500. Mais de mil sem nada para fazer além de cultivar o ócio e fermentar a violência, tanto para ser praticada dentro das celas quanto fora delas, já que logo, logo, um túnel somado às gritantes falhas da segurança devolve criminosos ao convívio social.
Se esse problema fosse só no CDP de americana, nem seria problema. Mas, trata-se de uma realidade que se vê em todo o sistema prisional brasileiro.
No Brasil preso não trabalha, não estuda, não faz nada que o devolva valores de cidadão. Muito pelo contrário: todos ficam espremidos em locais insalubres, que misturam o assassino ao ladrão de galinhas.
Assim, é impossível imaginar que, suspendendo a liberdade do criminoso, ele aprenderá a lição, para voltar a dar valor à vida honesta.
A lição que ele aprenderá é bem diferente: é a lição de mergulhar de cabeça no crime, jogando de cabeça para baixo qualquer esperança de um país melhor.
O Estado de São Paulo, que saiu esfolado após ser feito refém do crime organizado, gabava-se de ser o local das melhores estradas, da melhor produção, da “modernidade”. Mas, um dos poucos setores que não foi “modernizado” à custa de privatizações (que trouxe, por exemplo, a multiplicação dos pedágios, ou os impostos mais salgados do País) colocou o Estado “de joelhos” para facções criminosas.
Talvez os presídios -estes sim- poderiam funcionar privatizados, com os presos trocando o ócio pelo trabalho, a violência pela produção, barateando em vez de encarecer a vida dos paulistas honestos.

1 Comments:

Foncati said...

Pegou as "manhas" num pulo, hein! Dá-lhe conteúdo nesse blog :D

9:51 AM  

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