Liberdade incondicional
Pimenta Neves não apenas planejou, mas matou com as próprias mãos. Não usou barras de ferro, mas um revólver, tirando a vida da namorada. Como Suzane, ele também confessou o crime, mas aguardou em liberdade o julgamento, que aconteceu no mês de maio deste ano. O júri impôs ao ex-diretor de redação do "Estadão" a condenação, estipulada em 19 anos de reclusão. Mas, mesmo após condenado em júri popular, ele está solto. Isso porque o juiz Diego Ferreira Mendes, de Ibiúna (cidade localizada a 64 km a oeste de São Paulo), entendeu que Pimenta Neves obteve de tribunais superiores o direito do recurso em liberdade. Mais que direito, um privilégio de que outros condenados não gozam, talvez por não terem matado em um haras, mas nas periferias onde a violência triunfa.
Ambos têm algo em comum: são ricos e, portanto, podem ter bons advogados. Suzane nasceu em berço de ouro de família abastada e Pimenta ocupava um cargo influente à frente de um dos principais jornais do País. Por isso, sobram-lhes direitos, mesmo sendo assassinos confessos e, no caso de Pimenta Neves, após uma condenação. Tanto um como o outro são o escárnio da nação que não dá direito à comida a todos os seus filhos, mas esbanja direitos "humanos" a quem mata de forma cruel. Em Suzane e Pimenta, jaz a esperança de um Brasil decente.


2 Comments:
BOA MARCOS, DETONANDO NO BLOGNA! ABRACAO, A GENTE SE VE.
Vamos que vamos Marcos, só espero que vc nao deixa as materias impressas para trás.....abraços.....
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