2.7.09

Mais perdão de dívidas em Americana

Revela edição do LIBERAL desta sexta-feira que vem aí mais um perdão a devedores em Americana. O prefeito Diego De Nadai (PSDB) pretende protocolar hoje na Câmara projeto de lei que dá a cooperativas de saúde um presente: quase R$ 30 milhões em perdão de débitos com ISSQN. Isso porque o prefeito quer fazer retroagir uma lei que acabou com a bitributação que havia no setor, o que dá margens para questionamentos.

Retroagindo a lei e acariciando quem não pagou quando deveria pagar, o que dizer a quem pagou? Que foram otários? E a preocupação com a arrecadação da cidade, não conta? Ora, R$ 30 milhões é metade do que deve gerar de impostos em um ano a empresa que ganhou duas ruas para aqui ficar. Ou seja, vale doar ruas por R$ 60 milhões ao ano, mas jogam-se R$ 30 milhões no lixo, sem mais nem menos?

Já é o segundo perdão da administração Diego a inadimplentes. O primeiro, já aprovado pela Câmara, foi com caloteiros do DAE, com débitos de até R$ 500 cada e que somam R$ 2 milhões. Agora, os vereadores novamente vão votar a benevolência do Executivo com quem deve aos minguados cofres municipais. Não será novidade se aprovarem sem sequer analisar a propositura.

ÁUDIO: MAISPERDAO.mp3

30.6.09

Viu no CQC? Comente!

O escracho aconteceu. Americana foi ao ar ontem, em rede nacional pela TV Bandeirantes, como uma cidade em que tudo se negocia, inclusive os bens públicos. A reportagem termina com um carimbo "Vendida" sobre a imagem da entrada do município. Você viu? Se não, abaixo há a postagem que já foi feita no Youtube. Veja e comente.


27.6.09

Jacko, humanidade latente

Jacko era normal. Ou, melhor, de perto, não somos normais, já ensinou Caetano. O comentário que faço sobre o rei do pop, no áudio abaixo.

ÁUDIO: JACKO.mp3

25.6.09

Diego incha a máquina

A Prefeitura de Americana vem tendo quedas constantes de arrecadação de impostos e mais uma foi revelada ontem. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) teve baixa de R$ 5 milhões este ano. É apenas mais um imposto a cair na cidade que cresceu, se estruturou, mas patina já há algum tempo.

Apesar disso, o prefeito Diego De Nadai, que prometeu mudar a administração com modernidade e eficiência, anunciou ontem um projeto que vai inchar a Prefeitura em 20 novos cargos. Serão 20 coordenadores que o prefeito poderia colocar onde quiser. Questionado sobre o aumento de funcionários numa prefeitura que já tem 5,7 mil servidores, a explicação da administração volta ao passado e chega a debochar do americanense. Diz-se que as contratações não vão significar mais gastos por causa das demissões feitas no DAE no ano passado.

Ora, as demissões aconteceram por ordem judicial, porque as contratações foram irregulares. E não foram feitas por Diego, mas no final do governo Erich. Portanto, Diego está, sim, inchando a Prefeitura em relação ao número de funcionários que havia quando ele entrou. E esse inchaço, numa Prefeitura que já tem, proporcionalmente à sua população, mais funcionários públicos que Campinas e Piracicaba, acontece numa hora de menos dinheiro em caixa. Em qualquer empresa privada, isso não poderia acontecer, pois é o caminho da falência. Mas, como você paga a conta, pode.

PS: Os assuntos estão informados e comentados na edição desta sexta do LIBERAL, cuja capa é reproduzida nesta postagem

ÁUDIO: INCHADA.mp3

Silêncio na música pop

Morre Jacko, o rei dos palcos. Vítima de abuso, da obsessão do pai pelo seu sucesso, da glória e da desgraça geradas pela fama planetária. Apesar de toda a controvérsia que o rodeava, sempre houve algo nele indiscutível: talento, muito talento. Para relembrar, Billy Jean, uma de minhas preferidas.


7 + 7 = menos Saúde

Sete mais sete soma, certo? Nem sempre. Quando os dois setes são horas de espera na saúde, uma espera em Santa Bárbara, outra em Americana, subtrai. Subtrai o tempo que se perde em busca de atendimento, em busca de alívio da dor, em busca de tratamento para a doença. Subtrai a esperança na saúde pública.

Em Santa Bárbara, o problema aconteceu na segunda-feira, quando no Hospital Municipal Doutor Afonso Ramos havia 60 pessoas na sala de espera, um médico a menos para atender, duas pacientes morrendo e sete horas de espera.

Em Americana, aconteceu ontem. No pronto-socorro do Hospital Municipal Doutor Waldemar Tebaldi, havia horo, desespero, protesto e, também, sete horas de espera.

Interessante é que, nas duas cidades, houve troca no comando da Prefeitura nas últimas eleições, ganhando candidatos que se opunham às administrações passadas. E ambos os vencedores, Mário Heins e Diego De Nadai escolheram a saúde como prioridade em suas promessas de campanha. Seis meses se passaram e a população ainda aguarda os efeitos práticos do prometido.

Tudo bem, são só seis meses. Mas, em se tratando de saúde, que cuida da vida das pessoas, perder um dia já é demais, assim como perder sete horas é demais. Cada minuto perdido é esperança subtraída.

ÁUDIO: 7HORAS.mp3

23.6.09

Você paga a luz, mas não usa a rua

Revela a edição desta quarta-feira do LIBERAL que há 18 dias o poder público está pagando pela energia elétrica dos postes nas ruas doadas em Americana a uma empresa privada. Trocando em miúdos, como diria o mestre Chico Buarque, você está pagando pela energia de uma rua em que não pode trafegar, porque deixou de ser pública.

Também a edição de hoje do LIBERAL revela que está vencendo mais um prazo para se apresentar o plano diretor para o Pós-Represa, que ficou de fora do plano diretor de toda a cidade em 2007, era para ter sido feito até outubro do ano passado, mas foi empurrado de novo com a barriga e pode ser arrastado por mais algum tempo.

A Prefeitura lutou pela aprovação na Câmara da doação das ruas para uma única empresa pedindo urgência, justificando que a cidade tinha pressa em evitar a fuga de investimentos. Ora, tem pressa para doar rua mas não tem para planejar o crescimento de todo o município? Precisa agir de forma emergencial para manter 60 empregos, mas empurra com a barriga a discussão sobre um dos poucos espaços que a cidade tem para crescer?

Eis uma contradição, para dizer o mínimo. E que revela a falta de uma política ampla para se discutir o desenvolvimento da cidade como um todo, cidade que tem estrutura invejável, mas já patina diante do dinamismo das vizinhas.

É hora de Americana acordar, não para uma empresa, mas para todo o desenvolvimento, seja durante o dia, seja durante a noite. Ou, seremos o melhor município do Brasil para dormir e gerar riqueza para outras cidades. Aliás, já somos. Não somos?

ÁUDIO: PRESSA.mp3