Enfoque

O enfoque é produzido pelos jornalistas da redação do Grupo O Liberal de Comunicação.

Kesi Adria / Editora do Núcleo de Revistas e Suplementos

Arquivo / O Liberal

Não vou usar este espaço para falar dos protestos, embora seja o assunto do momento. Quero aproveitar meu tempo para coisas que realmente vão fazer diferença na minha vida. Tem situações que até são justas, mas se mal conduzidas viram vergonha. É como o remédio, se não tomar na dose certa, ele pode piorar tudo. Hoje resolvi escrever sobre simplicidade.

Faz algum tempo que tenho pensando em simplificar as coisas. Já parou para pensar que ser simples é uma escolha? Mas, é preciso ter cuidado diante do rio de alternativas que temos disponíveis. O grande "x" da questão é que quando optamos pelo conveniente, pelo confortável e pelo socialmente respeitável, muitas vezes agimos pelos outros e para os outros, não é por nós mesmos.

A constante preocupação de não magoar e não ser aceito faz com que sejamos superficiais dentro da nossa própria vida. E a vida passa a ser sem emoção, porque não realizamos verdadeiramente aquilo que faz o coração vibrar. Pare, pense e conseguirá contar em todos os dedos das duas mãos as vezes em que deixou de fazer o que queria para não magoar alguém. E depois fica infeliz culpando o outro por isso.

Somos criaturas maleáveis demais. Todos têm a chance de pensar por si mesmo e a vontade livre para viver do modo que deseja, mas o ambiente e os relacionamentos (amizade, namoro, casamento, família) têm enorme influência sobre nós.

Quer outro agravante? Temos a fraqueza pujante de admirar demais os outros, o que são, como são, o que eles têm. A difícil constatação é que o desejo de se igualar às pessoas admiradas ou invejadas geralmente faz com que o indivíduo mude interiormente para se ajustar ao meio. Por vezes, até há felicidade, mas é passageira e o vazio aparece.

A herança quando complicamos demais é de decepções, ilusões, depressões, podendo até chegar a amizades sem afeto, relacionamentos sem amor, porém dignos de colunas sociais. Ao simplificar as coisas, as escolhas passam a ser claras. Preciso ou quero? Posso ou não? É útil ou desnecessário?
Sendo simples, toda hora você dá meia volta para olhar de frente para si mesmo. Deixamos de desperdiçar tempo e dinheiro com supérfluo. Aliás, ganhamos em cumplicidade com nosso coração. A simplicidade nos encoraja a abrir mão da necessidade de afirmação e aceitação dos outros.

Pouco a pouco, passamos a perceber que respeito e bondade são duas coisas que merecemos e devemos ser os primeiros a nos ofertar tais virtudes. O relógio bate para todos, a escolha de como passaremos o restante dos nossos dias é só nossa. Que tal experimentar o que filósofo místico indiano Osho disse uma vez: "Torne-se comum e você será extraordinário. Em si, a vida é neutra. Nós a fazemos bela, nós a fazemos feia". Enfim, diga sim à vida simples.

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20/06/2013

07:34

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Carlos Ventura / Editor executivo do Grupo Liberal

Arquivo / O Liberal

Que bicho mordeu esse povo que decidiu, de uma hora pra outra, ir para as ruas e gritar contra tudo o que está errado no país? Antropólogos, sociólogos, psicólogos e outros "ólogos" se debruçarão durante anos para estudar o fenômeno e traduzi-lo em centenas de páginas, com referências históricas de movimentos populares deflagrados em diversas partes do mundo. Independente da origem da inspiração democrática que toma de assalto ruas e avenidas da nação, devemos celebrar o sopro de indignação que tem tirado milhares de cidadãos do conforto de seus sofás para protestar contra o mau uso do nosso dinheiro.

O jornal "Folha de S.Paulo" foi feliz ao estampar em manchete "'Contra tudo' e por mudanças, milhares vão para as ruas no país", na edição de ontem. De fato, os protestos começaram em quatro capitais brasileiras com o propósito de reivindicar a redução das tarifas de trens, ônibus e metrôs. Porém, aos poucos, foram sendo moldados pelo povo. Logo, bateram de frente com a Fifa e com o Planalto, no movimento "Copa pra quem", um grito de indignação contra o investimento bilionário na construção de estádios superfaturados, em detrimento da alta carga tributária, do desemprego, do aumento da inflação e da miséria que ainda assola uma grande parcela do nosso povo.

Para o bem da democracia e do desenvolvimento do Brasil, o movimento ganha força e razões diferentes a cada dia. Uns protestam contra a tarifa, outros resolvem berrar contra a homofobia, enquanto vão surgindo reivindicações específicas de municípios, classes sociais e categorias. Tudo isso é resultado de décadas de sonolência. É como se a população saísse de um longo torpor, alimentada por drogas lícitas como as novelas globais, o Bolsa Família e o futebol. Ao comentar a primeira página do LIBERAL postada ontem na rede social de fotos Instagram, que destaca o gasto de R$ 900 mil da Prefeitura de Americana com aluguel para inaugurar o Poupatempo ainda este ano, o instagramer César Rocha afirmou: "O futebol anestesia a mente do povo". E ele tem razão. Durante anos, vivemos entorpecidos e alheios à corrupção e aos desmandos de uma classe política carreirista e sem comprometimento social.

Estamos vivenciando um momento histórico. Que pode mudar drasticamente o conceito de política e de gestão do bem público. Portanto, não fiquemos apenas como espectadores dessa multidão que atravessa a noite, sob chuva, frio, esprei de pimenta e balas de borracha, para mostrar que existe sangue correndo nas veias. Descubra o que te aflige e vá para as ruas. Você acha que não, mas pode fazer a diferença.

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19/06/2013

07:16

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Renato Piovesan / Repórter de Cidades

Arquivo / O Liberal

Os protestos em Brasília e a sonora vaia para a presidente Dilma Rousseff, na abertura da Copa das Confederações, deixaram bem claro que o brasileiro não é bobo. Um evento como esse, que, somado à Copa do Mundo de 2014, deve gerar gastos de R$ 33 bilhões (investidos em muitos elefantes brancos, diga-se de passagem), segundo o próprio governo, contrasta com o salário mínimo de R$ 678 que tantos brasileiros recebem, com a corrupção escancarada dos políticos ou com os péssimos serviços públicos prestados à população de um país que despertou. As manifestações em diversas capitais desde a semana passada mostram que nosso povo quer muito mais que "apenas" reclamar de um aumento de R$ 0,20 na passagem do ônibus.

Mas deixando esta discussão temporariamente de lado, a realização de uma Copa do Mundo no Brasil não deixa de ser um sonho para qualquer amante do futebol. Ainda assim, já começo a ver que a "nossa Copa" não é tão nossa assim. Vamos ao lado prático da coisa. Amanhã tem jogo do Brasil contra o México, na nossa Copa das Confederações. Mas o jogo será às 16 horas de uma quarta-feira, sendo que a maioria da população trabalha em horário comercial. Está nítido que os autores da tabela pouco se lixaram para os próprios anfitriões da festa, mas sim com seus interesses comerciais.

Se no Brasil são 16 horas, em Londres são 20 horas, em Berlim, 21 horas... "Para que pensar nos 67 mil pagantes que podem lotar o estádio em Fortaleza se podem priorizar a audiência de milhões de telespectadores lá fora?", deve ter pensado a Fifa. Pois bem. Mas um pouco de bom senso nunca é demais. E na Copa do Mundo de 2014, bom senso com relação a horários passa longe, muito longe. Dos 32 jogos da primeira fase, mais da metade, 18, serão às 13 horas, na época mais seca do ano no Brasil. E de novo a maioria será no meio de semana. Jogos no período noturno serão apenas cinco em todo o mundial, quatro às 19 horas e um às 21 horas.

Não bastasse isso, os maiores estádios de nossa história não existem mais. Devolvam o nosso Maracanã! Ficou linda a arena do Rio de Janeiro, mas de Maracanã aquilo não tem nada. Desfiguraram o nosso maior templo da bola. E ainda nos convidam a fazer a festa, mas agora sentado, sem a geral para o povo mais humilde, sem levar instrumentos musicais ou bandeiras de mastro, pagando R$ 12 por uma lata de cerveja ou R$ 8 num copo de refrigerante. O governo impõe um padrão de comportamento alienígena à nossa cultura e definitivamente coloca um pedaço da fria Europa em nosso país. Estão congelando o nosso calor humano e espírito de alegria por sediar o Mundial.

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18/06/2013

08:17

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Renato Pereira / Repórter de Suplementos

Arquivo / O Liberal

O assunto da semana em noticiários nacionais e em redes sociais entre quem se preocupa com questões que vão além do presente ideal para o Dia dos Namorados, sem dúvidas, foi a onda de protestos que tomou conta de algumas cidades do país. A centelha que acendeu a fogueira de manifestações começou em Porto Alegre, com o reajuste da passagem do transporte urbano, e chegou rapidamente no Rio de Janeiro, Goiânia e São Paulo, que também sofreram com o aumento nos preços dos bilhetes. Como se o caos dos embates entre polícia e manifestantes já não bastassem, a capital paulista ainda teve que se ver paralisada depois que os funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitano) entraram em greve - ato que não deixa de ser um "protesto privado" - reivindicando benefícios como plano de carreira e reajuste salarial. O resultado foi linhas do metrô paradas e revogação do rodízio de carros até o final da greve, entupindo as vidas da cidade.

Desde a mobilização dos brasileiros em abril de 1984 pela campanha das eleições diretas e dos emblemáticos caras-pintadas em 1992, pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor, que o Brasil parece ter perdido um pouco o espírito "sessenteiotista" (para lembrar o ano de ouro das manifestações) e se unem apenas para mostrar a sua insatisfação com assuntos menores. Não, não estou dizendo que defendo tarifas de ônibus com preços de corridas de táxi e nem que os funcionários da CPTM realizem trabalho voluntário. Mas será que de uns tempos para cá protestar não significa apenas se preocupar com questões menores? Quantas vezes vamos bater na ponta dessa faca, resolvendo o problema imediato e nunca sua raiz? Explico: quem foi mesmo que aumentou os preços das tarifas de ônibus na capital paulista? E quantos protestos ou mobilizações com o mesmo destaque são vistos em ano de eleições para que os mesmos erros (nas urnas) não sejam cometidos novamente? E quantas sessões nas câmaras esses manifestantes participam durante o ano para fiscalizar com mais afinco o que é decidido em nome da sociedade? Lembra-se de protestar apenas quando o ato protestado influencia de maneira mais prática e clara nas nossas próprias vidas. Enquanto isso passam despercebidas algumas declarações, como a do cantor Amado Batista que se conforma (e defende) ter merecido a tortura recebida por ele nos tempos da ditadura no exato momento em que o Brasil conta com uma Comissão da Verdade para exorcizar o período. Ou você acha que isso não merece um protesto?

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14/06/2013

09:08

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Erivan Monteiro / Editor de Esportes

Arquivo / O Liberal

No fim do mês passado, os amantes do basquete tiveram a triste notícia de que o ex-ala Oscar, um dos maiores jogadores de todos os tempos da bola ao cesto, está lutando contra um câncer de grau 3 (de uma escala de gravidade que vai de 1 a 4) no cérebro.

Torço muito por ele e por sua plena recuperação. Oscar é um daqueles seres humanos que só fazem o bem. O "mão santa" - apelido dado pelos jornalistas para exemplificar seus feitos em quadra - está hoje, mais do que nunca, nas "mãos de Deus."

Tenho uma bonita lembrança do cestinha Oscar. Foi em 1995, quando a seleção iniciou em São Roque, cidade próxima de Sorocaba, no Interior de São Paulo, a preparação para as Olimpíadas de Atlanta (1996).

Era novato na profissão e minha missão era mais do que pegar alguns "aspas" dele. Eu queria também tirar fotos e ficar observando aquele que me fizera chorar em 1987, quando marcou inacreditáveis 46 pontos na vitória do Brasil contra o até então imbatível time do EUA por 120 a 115, na final do Pan de Indianápolis.

Naquela tarde, em São Roque, ele me recebeu com o maior respeito. Passada a "tremedeira" inicial de estar frente a frente com uma pessoa que sempre admirei, eu gravei com ele uma matéria de aproximadamente uns 15 minutos. Infelizmente, não sei aonde foi parar a fita, mas guardo esse encontro como um grande momento vivido no jornalismo esportivo.

O tratamento de Oscar contra o câncer segue com sessões de rádio e quimioterapia. O tumor - descoberto em 2011 - é agora o maior desafio na vida desse gigante do esporte nacional e internacional.

Desde 2010, o nome do ex-cestinha brasileiro está no hall da fama da Fiba (Federação Internacional de Basquete). Em setembro, estará também no hall da fama do basquete norte-americano.

Mas, para ele, a maior vitória de sua vida ainda está a caminho: a cura desse "tumorzinho", como ele mesmo define. Que as mãos de Deus possam estar sobre o nosso eterno "mão santa".

E por falar ainda em esporte, a Copa das Confederações vai começar em solo brasileiro. Apesar da falta de cuidado com o dinheiro público na construção de estádios, confesso que estou ansioso para assistir a competição, que tem iníncio neste sábado.

Em casa, o time brasileiro tem boas chances, ao lado das seleções italiana e espanhola. O Brasil chega no torneio jogando com a tradição pentacampeã, a "Azzurra", e com a torcida a favor. Já a "Fúria" tem seu futebol encantador de atual campeã mundial e europeia.

E não podermos esquecer também do tradicionalíssimo Uruguai, quarto colocado no último mundial e que quer reeditar o "Maracanazzo" de 1950. Correm por fora o futebol emergente dos japoneses; o pragmatismo mexicano e a alegria dos africanos, representados pelos nigerianos. Já o Taiti chega para ser o "saco de pancadas" do torneio.

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12/06/2013

07:22

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Paula Martim / Editora da rádio VOCÊ (AM 580)

Arquivo / O Liberal

A temporada de trocas partidárias e de novos acordos políticos já começou e seguirá em franca expansão pelo menos até outubro deste ano, quando termina o prazo para as migrações daqueles que pretendem se aventurar na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados em "nova casa", no ano que vem.

Na RPT (Região do Polo Têxtil), são diversos os parlamentares que aguardam ansiosos a coleta de assinaturas e o deferimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em relação à criação de siglas como a Rede de Sustentabilidade - apontada como opção pelo atual tucano Luciano Côrrea - e PMB (Partido Militar Brasileiro), cuja articulação regional tem sido desempenhada pelo vereador Luiz Antonio Crivelari, atualmente no PSD.

As expectativas trazidas com os novos partidos são a chance de maior visibilidade através do uso dos recursos arrecadados com as novas siglas, desligamento de bases aliadas ou de oposição nas três esferas sem questionamentos que levem à perda do mandato e até a conquista de um novo rumo quando há o estrangulamento de espaço dentro de siglas já consolidadas. Por enquanto, apenas o MD (Mobilização Democrática) é oficial, por ser a junção de duas siglas - PPS e PMN - e não necessitar de novas assinaturas.

É preciso dizer que este é também período de novas alianças para a garantia da governabilidade. Sumaré deu exemplo do quão instável pode ser um grupo político ao sediar o racha entre PPS e PSDB, poucos meses depois de abocanharem, juntos, as eleições municipais de 2012. Agora, cada um busca seu espaço.

Enquanto o PSDB da prefeita Cristina Carrara anuncia a chegada do PC do B a sua base aliada, o PPS - agora MD - do vice-prefeito e do presidente da Câmara, Luiz Alfredo Dalben e Dirceu Dalben, respectivamente, se firma na oposição e tem em Dirceu nome certo para a candidatura a deputado.

Em Americana, a julgar pelo número intenso de coletivas de imprensa e anúncios divulgados pela Administração Municipal nos últimos dias, a especulação em torno da saída do prefeito Diego De Nadai do ninho tucano, para alçar voos mais longínquos, se fortalece. É como se o prefeito estivesse se despedindo de sua função.

A hipótese fica ainda mais forte com as palavras de Orlando Silva, ex-ministro do Esporte e atual presidente estadual do PC do B, que revelou manter as "portas escancaradas" para a migração de Diego ao partido. Não há dúvidas de que o prefeito terá que deixar o PSDB por falta de espaço. Mas será interessante ver o ex-tucano defender as bandeiras petistas se for candidato a deputado pelo PC do B, já que a sigla está alinhada ao governo federal.

Enfoque

11/06/2013

07:10

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Talita Bristotti / Repórter do Portal

Arquivo / O Liberal

Sempre tive problemas com a balança. Nunca estive naquilo que os médicos consideram como "peso ideal", apesar de vez ou outra estar mais magrinha. No entanto, procurei por uma nutricionista quando vi que já estava exagerando no garfo! E ela confirmou o que já sabia: estava bem acima do peso. Meu IMC (Índice de Massa Corporal) atesta que estou na obesidade grau 2, mas a médica já explicou que minha ossatura e altura não comportariam o peso estipulado pela medicina.

Há um ano e meio faço tratamento com ela, que priorizou a reeducação alimentar ao invés das dietas. O que foi bom, já que reaprendi a comer saladas, legumes e frutas - alimentos que não faziam parte do meu cardápio há anos. Na última terça-feira, retornei ao consultório para a previsível bronca: já sabia que todo o esforço foi jogado por água abaixo e que a balança denunciaria os ganhos obtidos durante o feriadão de Corpus Christi.

A bronca, no entanto, foi substituída por um papo cabeça. "Você é a típica consumidora impulsiva, que alimenta essa indústria gigantesca que fabrica alimentos baseados apenas no sabor", me acusou. "E o sabor, quando priorizado, traz consigo o excesso de açúcar, gordura e sal para o organismo", e isso não faz nada bem! O macarrão instantâneo, por exemplo, tem mais de 1.300 mg de sódio e cerca de 500 calorias - pouco menos da metade do que deveria ingerir por dia para seguir minha reeducação alimentar. Esse tipo de comida custa apenas R$ 0,80, enquanto duas laranjas são vendidas, em média, por R$ 1.

Além do sabor, é fácil ver porque sempre preferimos o macarrão ao invés da alface. O preço da alimentação influencia grande parte da população na hora da compra. Lembram quando o tomate estava caríssimo? Ter uma dieta balanceada é cara: comprar frutas e legumes para compor o cardápio diário pesa no bolso.

"Talita, o que você quer afinal?", ela me perguntou após explicar as causas negativas que uma alimentação gordurosa pode trazer ao organismo. Ela me explicou que antes de querer caber naquela calça guardada no armário de tamanho 42, é preciso mudar os hábitos alimentares para levar uma vida saudável. "É hora de priorizar a alimentação, não o sabor", me disse.

A conversa foi boa e sai de lá realmente inspirada. Apesar de já saber tudo o que a doutora me disse, é aquele negócio: você só consegue entender quando alguém fala em voz alta. É difícil mudar uma cabeça acostumada a comer "fast foods" e doces a qualquer hora do dia. Resolvi aceitar o desafio. Afinal, tentar fazer escolhas saudáveis na alimentação não vai me matar!

Enfoque

10/06/2013

07:42

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